21 de setembro de 2009

19 de setembro de 2009

Cantares do Ego
amei
extravazei
rompi fronteiras
suicidei
pulei muros
desatei nós
perdi o senso
os credos
os medos
incertos
localizei os restos
despedacei
o que se fez de mim?
da estrada descoberta
dos meios desertos
dos amores que findam
canto
sobrevivi
me refiz mais bela
em outros caminhos
o tempo germina tudo
até mesmo o amor


11 de setembro de 2009

Meu tempo caracol

há tanto tempo a perder

há tanto tempo

há tanto tempo por vir

há tanto tempo

há tanto tempo em mim

há tempo entre os contratempos


os dias tem sido exaustos, os dias tem sido vividos na loucura da sobrevivência, meu tempo tem sido excasso, meu tempo tem sido ganho em contratempos.

o medo ainda é figura presente, assim como a dor, assim como meu amor amigo, assim como as minhas pequenas construções.

não penso tanto mais na criação como pensava antes, também não crio como criava antes, consumo arte em goles pequenos, e estranhamente ela que era meu ar hj é meu ópio

leio pouco
escrevo pouco
rio muito
como muito
sinto dores reais
sinto saudades reais
tenho medo imaginários
tenho desejos imaginários
ando meio feia
ando meio cabisbaixa
me tornei desconfiada
me tornei mais cética

O que há de bom em tudo isso?
Eu vou sempre ali, mas eu sempre volto. Então amanhã tudo será novo de novo, como um caracol.